Antonio Lizarraga - Fio central branco - Serigrafia - 60 x 60cm

Antonio Lizarraga - Fio central branco - Serigrafia - 60 x 60cm

Preço
R$ 1.200,00

Estoque esgotado

 

Artista Antonio Lizárraga
Nome da Obra Fio central branco
Técnica Serigrafia
Medida 60 x 60
Tiragem x /50
Assinatura Carimbo CID e no verso, PP Gerty Sauê

Antonio Gundemaro Lizarraga (Buenos Aires, Argentina 1924 - São Paulo SP 2009). Pintor, escultor, artista gráfico e designer. Muda-se para o Brasil em 1959, fixa residência em São Paulo e inicia carreira como ilustrador do Suplemento Literário do jornal O Estado de S. Paulo, atividade que exerce até 1967. Seus desenhos desse período se situam entre a figuração e a abstração. Atua como designer em projetos gráficos para editoras e objetos para indústrias. A partir da década de 1970, dedica-se a outros meios expressivos como a gravura, a escultura e a pintura, e também cria interferências no espaço urbano e instalações. Em 1983, sofre um acidente vascular cerebral e, impossibilitado de realizar diretamente suas obras, passa a trabalhar com assistentes. É pesquisador do CNPq entre 1987 e 1999. São lançados livros sobre sua produção: Antonio Lizárraga: Uma Poética da Radicalidade, de Annateresa Fabris, em 2000, e Antonio Lizárraga: Quadrados em Quadrados, de Maria José Spiteri, em 2004. Exposições Individuais (a partir de 1980) 1980 - São Paulo SP - Lizarraga: desenhos, Cooperativa dos Artistas Plásticos 1984 - São Paulo SP - Lizarraga: gravuras, Monica Filgueiras Galeria de Arte 1985 - São Paulo SP - Anatomia do Gol, Espaço Humberto Tecidos 1986 - São Paulo SP - Antonio Lizarraga: pinturas, Paulo Figueiredo Galeria de Arte 1988 - São Paulo SP - Formas: relevos, esculturas e pinturas, Galeria de Arte Paulo Vasconcellos 1989 - São Paulo SP - Individual, Livraria Letraviva 1991 - São Paulo SP - Perpendiculares, Galeria Millan 1992 - São Paulo SP - Individual, Galeria Montesanti Roesler 1993 - São Paulo SP - Lizarraga: pinturas, Museu de Arte Moderna 1994 - São Paulo SP - Frágil sobre Frágil, Monica Filgueiras Galeria de Arte 1996 - São Paulo SP - Desenhando a Cor, Valu Oria Galeria de Arte 1998 - São Paulo SP - Caixas de Cor-Arte Palavra, Livraria Vozes 1999 - São Paulo SP - Antonio Lizarraga: desenhos, Valu Oria Galeria de Arte 2003 - São Paulo SP - Individual, Centro Universitário Maria Antonia 2006 - São Paulo SP - Antonio Lizarraga: deslocamentos gráficos, Pinacoteca do Estado 2006 - São Paulo SP - Geografia da Linha, Centro Cultural São Paulo. Divisão de Artes Plásticas 2006 - São Paulo SP - Geometria da Cor, Estúdio Buck 2008 - São Paulo SP - Individual, Estúdio Buck  2009 - Ribeirão Preto SP - Deslocamentos, Galeria de Arte Marcelo Guarnieri
Exposições Coletivas (a partir de 1990) 1990 - Curitiba PR - 1ª Bienal Brasileira de Design - prêmio Selo de Excelência 1990 - São Paulo SP - 21º Panorama de Arte Atual Brasileira, Museu de Arte Moderna 1990 - São Paulo SP - Programa Anual de Exposições de Artes Plásticas, Centro Cultural São Paulo 1991 - São Paulo SP - 22º Panorama da Arte Atual Brasileira, Museu de Arte Moderna 1991 - São Paulo SP - Abstracionismo Geométrico e Informal: aspectos da vanguarda brasileira dos anos 50, Pinacoteca do Estado 1992 - São Paulo SP - A Linguagem dos Minerais, Miriam Mamber Galeria de Arte 1992 - São Paulo SP - A Sedução dos Volumes: os tridimensionais do MAC, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo 1992 - São Paulo SP - Polaridades/Perspectivas, Paço das Artes 1993 - Santos SP - 4ª Bienal Nacional de Santos, Centro Cultural Patrícia Galvão 1993 - São Paulo SP - 23º Panorama de Arte Atual Brasileira, Museu de Arte Moderna 1993 - São Paulo SP - Abstração no Acervo do MAM, Museu de Arte Moderna 1993 - São Paulo SP - Eram os Brasileiros que Ficaram, Pinacoteca do Estado 1993 - São Paulo SP - Jardim das Esculturas, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo 1993 - São Paulo SP - Obras para Ilustração do Suplemento Literário: 1956 - 1967, Museu de Arte Moderna 1994 - Brasília DF - Cidade Imaginária- Imagined City, Fundação Athos Bulcão 1994 - São Paulo SP - Bandeiras: 60 artistas homenageiam os 60 anos da USP, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo  1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, Fundação Bienal 1994 - São Paulo SP - Senses: um olhar sensível sobre a arte atual, Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte  1995 - Belo Horizonte MG - Projeto Babel, Praça da Liberdade 1995 - São Paulo SP - Projeto Babel, Sesc Pompéia  1996 - Osasco SP - 4ª Mostra de Arte, Centro Universitário Fieo 1996 - Rio de Janeiro RJ - Tendências Construtivas no Acervo do MAC USP: construção medida e proporção, Centro Cultural Banco do Brasil 1996 - São Paulo SP - 12 Artistas Pesquisadores da ANPAP, Paço das Artes 1996 - São Paulo SP - Bandeiras, Galeria de Arte do Sesi 1996 - São Paulo SP - Ex Libris/Home Page, Paço das Artes 1998 - São Paulo SP - Impressões: a arte na gravura brasileira, Espaço Cultural Banespa-Paulista 1998 - São Paulo SP - Os Colecionadores - Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras, Galeria de Arte do Sesi 2000 - São Paulo SP - O Papel da Arte, Galeria de Arte do Sesi 2000 - São Paulo SP - Obra Nova, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo  2001 - São Paulo SP - Pequenos Formatos, Valu Oria Galeria de Arte   2002 - São Paulo SP - Cidadeprojeto / cidadeexperiência, Espaço MAM - Villa-Lobos 2003 - São Paulo SP - Arte Hoje, Valu Oria Galeria de Arte   2003 - São Paulo SP - Arteconhecimento: 70 anos USP, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo  2003 - São Paulo SP - Construtivismo e a Forma como Roupa, Museu de Arte Moderna 2004 - Campinas SP - Coleção Metrópolis de Arte Contemporânea, Espaço Cultural CPFL 2004 - São Paulo SP - Arte Contemporânea no Acervo Municipal, Centro Cultural São Paulo  2004 - São Paulo SP - Gabinete de Papel, Centro Cultural São Paulo 2006 - Rio de Janeiro RJ - Futebol é Coisa de 11, Museu da República 2006 - São Paulo SP - A Cidade para a Cidade, Galeria Olido 2008 - São Paulo SP - MAM 60, Oca 2009 - São Paulo SP - Branco & Preto, Galeria Daslu
Críticas "(...) é próprio do construtivismo o paradoxo de um projeto que, uma vez terminado, aparece como conseqüência e não como matriz da forma. Ainda que se mantendo um pouco à margem da estética construtivista, a obra de Lizarraga gira ao redor dessa dificuldade. Frente a seus painéis, esculturas, quadros, temos a impressão de que cada detalhe foi precisamente definido a partir de um princípio que nos permanece obscuro, como se suas obras fossem o ponto de chegada de um processo dedutivo cuja trajetória não pode ser percorrida de trás para frente. O princípio parece tanto mais geral - e o procedimento tanto mais férreo - quanto mais as obras nos aparecem como simples fragmentos, irregulares porque incompletos, de uma geometria de enorme complexidade. (...) Nem sempre o jogo   funciona inteiramente. Em algumas telas o processo dedutivo se revela ainda com certa rigidez, a passagem do projeto à realização não ocorre sem resíduos. A incompletude ou o parcial cancelamento dos signos não é suficiente para absorvê-los na forma geral - eles ainda conservam um certo anonimato gráfico, indiferente à posição que ocupam. Nas esculturas e nos painéis, porém, as figuras geométricas se fundem completamente na estrutura, e por isso mesmo adquirem valor de indivíduos, personae. É do desaparecimento da figura que nasce a forma. Os painéis sugerem a tela, o suporte simples de cada operação pictórica. São páginas brancas sobre as quais se produz uma prega, uma depressão, um arredondamento, um rastro. Insinuam a transformação de superfície em espaço tridimensional". Lorenzo Mammi MAMMI, Lorenzo. Antonio Lizárraga. Guia das Artes, São Paulo: Casa Editorial Paulista, v. 3, n. 11, p. 67, 1988. "A maior fluência que o desenho de Lizárraga estava alcançando, em virtude de uma coexistência harmoniosa entre a gestualidade das linhas traçadas a pincel e a racionalidade das formas regulares, é abruptamente interrompida em abril de 1983, em conseqüência do acidente vascular que lhe impossibilita realizar qualquer trabalho baseado no domínio da manualidade. A concepção intelectual na qual sempre se alicerçou sua produção gráfica permite-lhe porém, superar o entrave físico após um primeiro momento de desorientação. A partir daí, o desenho desempenha um duplo papel em sua produção: apontamento - momento de passagem da idéia rumo à sua materialização em outras técnicas - e pesquisa autônoma. O desenho adquire de vez aquela função de 'canteiro de obras' que lhe havia sido atribuída por Fábio Magalhães. Impossibilitado de realizar fisicamente suas obras, Lizarraga transforma o desenho num instrumento propedêutico graças ao qual a idéia adquire progressivamente o caráter de um traçado diagramático. Configura-se uma nova operalidade, que aprofunda o viés intelectual dos momentos anteriores, ganhando um registro inicial através de um recurso como o ditado.  Assistido por colaboradores, o artista orienta oralmente a execução de linhas, pontos, planos, formas, cores, que são transpostos para um papel milimetrado, matriz projetual dos posteriores desdobramentos da idéia em desenho, pintura, escultura, etc. A operacionalidade implicada nas operações visuais elaboradas a partir de 1985 coloca-o de vez no ãmbito daquelas estruturas de signo construtivo que já caracterizavam, embora não rigorosamente, sua produção anterior. O que Lizarraga extrai do construtivismo são aqueles procedimentos racionais postulados por artistas como Rodchenko e El Lissitzky, defensores de uma visão de arte como desenvolvimento da forma a partir de princípios seguros e exatos graças ao uso de instrumentos vigorosos. A régua e o compasso tornam-se os símbolos dessa nova visão, que abole a presença da mão por portadora de valores individuais e conscientes. A mão torna-se um instrumento a serviço da mente e a imaginação transforma-se em sinônimo de capacidade projetual e morfopoética". Annateresa Fabris FABRIS, Annateresa. Antônio Lizárraga: uma poética da radicalidade. Belo Horizonte: C/Arte: Edusp, Fapesp, 2000. (Coleção História e Arte). p. 106.                                                                                                                                                                                                                      Fonte: Itaú Cultural

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