Hansen Bahia S/T - 1975 - Xilogravura - 79/120 - 52x65 - ACID

Hansen Bahia  S/T - 1975 -  Xilogravura -  79/120  -  52x65  -  ACID
Promoção

De: R$ 600,00
Por: R$ 570,00

Artista Hansen Bahia
Nome da Obra S/T
Técnica Xilogravura - 1975
Medida 52 x 65 cm
Tiragem 19/120
Assinatura

ACID - assinado no canto inferior direito 

 

Biografia

Karl Heinz Hansen (Hamburgo, Alemanha 1915 - São Félix BA 1978). Gravador, escultor, pintor, ilustrador, poeta, escritor, cineasta e professor. Entre 1936 e 1945, serve como soldado na Segunda Guerra Mundial, 1939 - 1945, e atua como ilustrador de histórias infantis. Realiza suas primeiras xilogravuras entre 1946 e 1948. Emigra para o Brasil em 1950, instala-se em São Paulo e trabalha para a Companhia Melhoramentos até 1955, ano em que se muda para Salvador. Em 1957, ilustra a publicação Flor de São Miguel, com textos de Jorge Amado, Vinicius de Moraes e de sua autoria. No ano seguinte realiza ilustrações para Navio Negreiro, de Castro Alves. Retorna à Alemanha em 1959, lá permanecendo até 1963, enquanto trabalha no ateliê de gravura fundado por ele mesmo no castelo Tittmoning. Vive na Etiópia entre 1963 e 1966, onde ajuda a estabelecer a Escola de Belas Artes da cidade de Addis Abeba. Retorna a Salvador e naturaliza-se, adotando o nome artístico de Hansen Bahia. Torna-se professor de artes gráficas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 1967. Muda-se para São Félix, Bahia, em 1970, e lá reside até seu falecimento, em 1978. Dois anos antes de sua morte, doa em testamento sua produção artística para a cidade de Cachoeira, Bahia, onde é criada a Fundação Hansen Bahia, que recebe seu acervo artístico de xilogravuras, matrizes, livros, pinturas, prensas e ferramentas de trabalho.

Comentário Crítico
Em 1957, Hansen Bahia realiza uma série de xilogravuras para ilustrar a publicação Flor de São Miguel, que conta com textos de sua autoria, de Jorge Amado e Vinicius de Moraes. Nessas xilogravuras, o artista alemão, radicado na Bahia, explora o tema da prostituição, com base em observação no centro histórico de Salvador. Em várias dessas estampas, Hansen trabalha com mais uma cor além do preto e do branco (azul, marrom, vermelho), ressaltando o aspecto dramático das cenas e figuras de um universo ao mesmo tempo lúdico e precário.

Essas cenas são ambientadas no interior dos prostíbulos ou próximas a suas fachadas, revelando o quarto azul da mãe-meretriz, a moça negra já nua esperando o cliente na janela, a calçada movimentada com o vai e vem dos frequentadores. O talho tosco e o traço irregular, quando passados à estampa, conferem-lhe um aspecto desgastado, construindo um mundo de superfícies carcomidas habitado por criaturas cujos corpos arredondados exibem em sua pele as ranhuras da madeira. O talho, aliás, serve tanto para delinear o contorno dos corpos quanto para formar a superfície estriada de uma coxa ou uma face, amalgamando-os ao chão de velhas tábuas, às camas de cabeceiras arranhadas, às paredes sulcadas, dotando a imagem de um aspecto visualmente homogêneo, como se as pessoas e coisas ali vistas não fossem muito diferentes umas das outras, uma vez que partilham a mesma origem, a mesma lida e o mesmo destino.

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Quem foi Hansen Bahia?

              Karl Heinz Hansen nasceu em 19 de abril de 1915 em Hamburgo, Alemanha. Foi marinheiro, escultor, poeta, escritor, cineasta, pintor e xilógrafo. Seus primeiros trabalhos artísticos surgiram no início dos anos 40.

             Dono de espírito e idéias progressistas, sempre lutou pelo bem-estar do homem; participou da Segunda Guerra Mundial denunciando-a no seu famoso "Drama do Calvário".

             Saiu da Alemanha em 1950 e veio conhecer o Brasil. Morou em São Paulo onde teve o seu primeiro emprego como decorador na Companhia de Melhoramentos até o ano de 1955, período em que desenvolveu criativamente uma série de xilogravuras.

             Neste mesmo ano veio para a Bahia expor na antiga Galeria Oxumaré. A temática da boa terra o seduziu e resolveu abandonar tudo em São Paulo para morar em Salvador. Naturalizou-se e adotou a Bahia como sua terra e como nome de batismo.

             Em 1975, Hansen Bahia e sua mulher Ilse conhecem as cidades de Cachoeira e São Félix.

             Cidadão brasileiro, baiano mais exatamente, Karl Heinz Hansen ficou conhecido profissionalmente como Hansen Bahia. Quando chegou ao Brasil, sua formação técnica e artística já era bastante completa, apesar de jovem. Mas foi no Brasil que ele floresceu; foi na Bahia que ele desabrochou.

             Do encontro de sua herança adquirida no país de origem com a revelação e o potencial encontrados em sua terra de adoção, nasceria uma arte matizada, rica, povoada de mulatas, embebidas pela natureza, fortalecida por pescadores e homens do povo, iluminada pelo Sol, diferenciada por uma técnica feita de virtuosidade cada vez maior. E quando chegou a hora de ele reinterpretar os mitos gregos e os temas bíblicos, para lá convergiu a totalidade de sua experiência de vida e de sua bagagem artística, plasmando em várias de suas séries de gravuras o humanismo de quem vê a morte e o apocalipse na figura de Hitler, o Mal sem redenção, e na beleza da vida e na incondicionalidade do amor, a única possibilidade de redenção. Embora consumado em várias técnicas(marinheiro, escultor, poeta, escritor, cineasta e pintor), foi na xilogravura que encontrou a melhor adequação para o conteúdo de seus temas, e nela tornou-se um mestre.

             Entre suas obras as mais conhecidas são os livros de gravuras ou xilografias inspiradas em temas bíblicos e nos escritos de Jorge Amado, Castro Alves, Luís Viana Filho e François Villon

Fonte: http://www.ufrb.edu.br/col/alunos/hansen/Site%20Museu%20Hansen%20Bahia5_arquivos/page0001.htm

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Atualizado em 19/07/2011 - Fonte: Itaú Cultural
 
 
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  Alves, Castro (1847 - 1871)
Amado, Jorge (1912 - 2001)
Moraes, Vinicius de (1913 - 1980)

 

 
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  Fundação Hansen Bahia