Judith Lauand - Composição 1 - serigrafia - x / 100 - 35 x 35
| Artista | Judith Lauand |
| Nome da Obra | Composição 1 |
| Técnica | Serigrafia |
| Medida | 35 x 35cm |
| Tiragem | x / 100 |
| Assinatura | ACID - assinado no canto inferior direito |
Judith Lauand no MAM : Experiências JUDITH LAUAND: EXPERIÊNCIAS, recorte da produção da “dama do concretismo” entre os anos 1950 e 1970 Judith Lauand, dona de uma produção extremamente importante para a compreensão da arte brasileira contemporânea, é tema de retrospectiva que ocupa a Sala Paulo Figueiredo do Museu de Arte Moderna de São Paulo entre 20 de janeiro e 3 de abril, com entrada franca. A mostra Judith Lauand: Experiências tem curadoria de Celso Fioravante e apresenta em mais de cem obras um painel das vertentes exploradas pela artista em um período crucial para a consolidação de seu estilo, entre os anos 50 e 70. Nascida em Pontal (interior de SP) em 1922, a artista (que ainda trabalha e reside em São Paulo) tem no ano de 1954 um marco em sua obra. Foi quando, dois anos depois de trocar Araraquara por São Paulo com a família, ela aderiu definitivamente ao concretismo, sob a influência de Geraldo de Barros e Alexandre Wollner. Foi a única mulher a integrar o Grupo Ruptura e participou da emblemática 1ª Exposição nacional de arte concreta. Assim, a década de 1950 foi marcada pela adesão à essa escola, mas de forma particular. Dentro do rigor formal e do racionalismo exigidos pelo movimento, Judith Lauand soube infiltrar características como movimento, ritmo e tensão, desequilibrando a harmonia estática e matemática. Já nos anos 1960, as novas vanguardas artísticas (como o pop, o tachismo e o novo realismo); o declínio do concretismo e a crise político e econômica que o país atravessava exigiam novas posturas da artista. “Essa conjunção de fatores forçou a artista a partir para novas experiências estéticas. A primeira delas, já em 1962, foi reduzir a importância do desenho e priorizar a relação entre cor e forma em suas pinturas”, segundo o curador. Desse período, uma série emblemática é aquela em que a artista ocupa a tela quadrada com quadrados simétricos menores e em cores diferentes, produzindo um efeito de trama em xadrez na tela. Essa pesquisa permeou toda a produção de Judith Lauand durante a década de 1960. Novos suportes como reboco e saco de estopa ganham efeitos ópticos com aplicações de tachinhas, clipes, molas de arame, alfinetes e dobradiças. Nos fim dos anos 1960, com a Guerra do Vietnã e o regime militar no Brasil, a artista passa a incorporar mais explicitamente elementos da arte pop em seus trabalhos, assim como também uma forte mensagem política, ainda apropriando-se da limpeza formal do concretismo. Além de evidenciar a situação política do país e do mundo, Judith Lauand cria obras de forte apelo feminista, em que a mulher surge como figura autônoma e livre, evidenciando as transformações surgidas com a revolução sexual. Segundo Fioravante, “a partir de 1970, no Brasil teve início um novo ciclo de crescimento na economia, o chamado “milagre econômico”, comandado por Antônio Delfim Netto. Foi ele quem implantou as novas leis do mercado de capitais no Brasil. A nova política econômica transformou a obra de arte em uma opção de investimento para colecionadores e um bom item de financiamento para os bancos. Isso estimulou um novo desenvolvimento do mercado de arte, que voltou a se interessar pela produção dos concretistas”. “Mas Judith Lauand seguiu em frente. Em vez de produzir telas concretas no estilo anos 50, nos anos 70 e décadas seguintes preferiu retrabalhar os conceitos do passado à luz de novas experiências. Desenvolveu novas propostas para as pinturas em trama xadrez. Reformulou as lições do concretismo sob novos parâmetros de cor e forma. Abdicou do rigor ortodoxo e passou a produzir obras com um equilíbrio precário, uma poesia difícil de entender. A artista está mais livre do que nunca.” Essas três décadas ilustram o desenvolvimento, as transformações e a consolidação da carreitra da artista. Sua particular leitura e aplicação do concretismo e suas ousadas experimentações fazem de Judith Lauand uma artista ainda a ser vista e estudada. Acesse: Mapa Festival MAM
Início: 20 jan 2011
Término: 03 abr 2011
Sala: Sala Paulo Figueiredo
Descrição:
Judith Lauand (Pontal SP 1922). Pintora e gravadora. Em 1950, forma-se na Escola de Belas-Artes de Araraquara, São Paulo, onde aprende pintura com Mario Ybarra de Almeida (1893 - 1952) e Domenico Lazzarini (1920 - 1987). Dois anos depois, muda-se para São Paulo e estuda gravura com Lívio Abramo (1903 - 1992). Trabalha como monitora na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1954, e entra em contato com a pintura concreta de Alexandre Wollner (1928) e Geraldo de Barros (1923 - 1998). Nesse ano, realiza sua primeira individual, na Galeria Ambiente, em São Paulo. Em 1955 é convidada por Waldemar Cordeiro (1925 - 1973) a unir-se ao Grupo Ruptura, sendo até o fim do grupo a única mulher integrante. Participa da Exposição Nacional de Arte Concreta, realizada, em 1956, no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP e, em 1957, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Integra a mostra Konkrete Kunst, em Zurique, em 1960. Em 1963, expõe na inauguração da Galeria NT - Novas Tendências, em São Paulo, da qual é fundadora, com Hermelindo Fiaminghi (1920 - 2004) e Luiz Sacilotto (1924 - 2003). Recebe o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea em 1958. Em 1996, o Escritório de Arte Sylvio Nery da Fonseca, em São Paulo, dedica-lhe uma exposição retrospectiva, focalizando em particular sua obra dos anos 1950.
Atualizado em 02/10/2008 Fonte: Itaú Cultural
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