Pitágoras "A trama" Serigrafia 50x70cm X/40 ACID

Pitágoras "A trama"  Serigrafia  50x70cm  X/40 ACID
Promoção

De: R$ 550,00
Por: R$ 522,50

Artista Pitágoras Lopes Gonçalves
Nome da Obra  "A trama"
Técnica  Serigrafia
Medida  50 x 70
Tiragem  X/40
Assinatura ACID - assinado no canto inferior direito 

 

PITÁGORAS LOPES GONÇALVES (1964)    

Nascimento : 1964 - Goiás GO - 01 de abril

Formação : Autodidata Cronologia : Pintor, desenhista   Atualizado em 26/01/2006 Fonte: Itaú Cultural  

"O artista aqui é o personagem libertário. A arte é a ponte a unir o tempo, e as formas essenciais de Pitágoras ora visitam o universo infantil - estratégia perversa - ora passeiam pelas cavernas, pelo gesto inicial, pelo olhar encantado dos nossos antepassados. (...) Em Pitágoras o excesso e a saturação são instrumentos de subversão do olhar, estratégias de conhecimento e de ação. (...)    O espaço é dividido em secções particulares que perturbam e excitam o olhar, recriando uma linguagem visual de extremo requinte e integrando o espectador ao centro da arena, ao universo da ação. A figuração zoomórfica contribui para a criação de um universo onírico e encantado que faz de cada obra de Pitágoras um universo no qual a inteligência e a emoção caminham de mãos dadas e coração aberto".  Marcus de Lontra Costa  - COSTA, Marcus de Lonta. [Pitágoras]. In: GONÇALVES, Pitagoras Lopes. Cenas da paixão cotidiana: Pitágoras: desenhos e pinturas. Goiânia: Fundação Jaime Câmara, 2004. [26] p., il., color. [p.04].     Acervos   Coleção Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ - Rio de Janeiro RJ Museu de Arte Contemporânea de Goiás - MAC/GO - Goiânia GO Museu de Arte de Santa Catarina - Masc - Florianópolis SC Atualizado em 26/01/2006                                                                              Fonte: Itaú Cultural   Principais exposições individuais   •             2008 Reverbera Exposição MAG, Potrich arte contemporânea, Cine Ouro Goiania •             2007 Pinturas, Desenhos e Intervenções, Galeria Berenice Arvani, São Paulo (SP) •             2006 Programa de exposições centro cultural São Paulo (SP) •             2004 Cenas da Paixão Cotidiana, Galeria Jaime Câmara, Goiânia (GO) •             2002 Desenhos, Galeria Stella Isaac Contemporânea, Goiânia (GO) •             2002 Desenhos e Pinturas, Museu de Arte Contemporânea de Goiás, Goiânia (GO) •             1998 Pinturas, mezanino da Justiça Federal, Goiânia (GO) •             1998 Desenhos Inéditos, Museu de Arte Contemporânea de Goiás, Goiânia (GO) •             1996 Desenhos, hall da Biblioteca Central da UFG, Goiânia (GO) •             1996 Desenhos, Itaugaleria, Brasília (DF) e Goiânia (GO) •             1995 Desenhos, Palácio da Cultura, Praça Universitária UCG (GO) •             1994 Desenhos – Novos Valores, Museu de arte de Goiânia (GO) •             1993 Desenhos, Centro Cultural Gustav Ritter, Goiânia (GO)   Exposições coletivas   •             2008 Panoramas São Paulo MAM •             2008 Exposição Feira Internacional de arte moderna e contemporânea de São Paulo •             2007 Sem Vergonha, Mezanino da Banca de Camisetas, São Paulo (SP) •             2007 Exposição Feira Internacional de arte moderna e contemporânea de São Paulo •             2007 Unimultiplicidade, Galeria de Arte Frei Confaloni, Goiânia (GO) •             2006 13° Salão da Bahia, Salvador, BA •             2006 Exposição Feira Internacional de arte moderna e contemporânea de São Paulo •             2006 Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo (SP) •             2005 Erótica – Os Sentidos da Arte, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro •             2005 29° Panorama das Artes, Museu de Arte Moderna de São Paulo (SP) •             2005 14° Salão Anapolino de Arte, Anápolis (GO) •             2004 Novas Aquisições 2003 Coleção Gilberto Chateaubriand, Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro (RJ) •             2004 11° Salão da Bahia, Salvador (BA) •             2004 Projeto 99 a 199 Galeria Potrich arte contemporânea Goiânia (GO) •             2004 3° Salão Nacional de Arte de Goiás, Goiânia (GO) – Prêmio Aquisição •             2003 Coletiva Hodiernos, Galeria da Faculdade de Artes Visuais da UFG, Goiânia (GO) •             2002 Quase Desenho, Adriana Penteado Galeria de Arte, São Paulo (SP) •             2001 Works on Paper, Park Avenue Armory, Nova York (EUA) •             2001 7° Salão Victor Meirelles, Museu de Arte de Santa Catarina, Florianópolis (SC) – Prêmio Aquisição •             2000 Trajetórias e Perfis: A Arte Goiana na Coleção do MAC, Goiânia (GO) •             1999 Pinturas, Galeria Frei Nazareno, Goiânia (GO) •             1999 Pintura – Projeto Prima Obra, Galeria da Funarte, Brasília (DF) •             1995 Emergência Contemporânea, Centro de Cultura e Convenções de Goiânia (GO) •             1993 Desenhos – Novos Valores UCG, Universidade Católica de Goiás, Goiânia (GO) •             1990 Picnic no Front, Museu de Arte de Goiânia (GO)   Obras em coleções públicas   •             Museu de Arte Moderna de São Paulo – Premio Panorama aquisição 2005 MAM •             Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – coleção Gilberto Chautebriand •             Museu de Arte Contemporânea de Goiás – Doação do artista Premio Premio Flanboyant •             Museu de Arte de Santa Catarina – Salão Vitor Meireles •             Galeria FAV – UFG – Doação do artista •             Museu de Arte Moderna Bahia – Doação do artista •             Centro Cultural São Paulo •             Salão Celg - Concurso UCG – Flamboyant   Fonte: Itaú Cultural   “Pitágoras e a expressão       Se toda arte é por definição expressiva, trabalhos em que há uma forte carga de sentimentos, que são realizados a partir de gestos livres e visivelmente subjetivos, em que corpos são deformados para que as emoções do artista e de seu tempo sejam plasmadas em formas, linhas cores e texturas, talvez esses trabalhos possam ser considerados expressionistas. No século XX, como sabemos, a arte passou por transformações radicais e certamente alguns dos artistas que ficaram conhecidos como expressionistas tiveram papel fundamental. Mesmo que stricto sensu nunca tenha existido um movimento ou escola que se auto-intitulasse com tal, ao longo de toda a história da arte milhares de artistas poderiam ser aproximados de tal tendência. Por isso não seria exagero dizer que Pitágoras Gonçalves é por excelência um artista expressionista. Seus desenhos e pinturas são frutos da entrega total de seu corpo e espírito e, mais do que isso, são resultado de um trabalho compulsivo. Há nele uma espécie de imposição interna e irresistível que o leva a trabalhar incessantemente. Sem jamais obedecer a alguma ordem instituída e que esteja acima do indivíduo, que não seja uma necessidade interior e imediata, Pitágoras foi aos poucos criando um repertório particular que além de ser significativo para ele tem encontrado respostas positivas no seu entorno. Mais do que a tradução de gestos rápidos e fluídos, seus desenhos e pinturas dialogam com o mundo contemporâneo. A série realizada a partir de editoriais de moda publicados em revistas, em que o artista interfere não apenas nas fotos dos corpos quase anoréxicos das modelos que parecem perder sua carnalidade e se reduzirem a imagens artificiais, mas também nos seus trajes, são um exemplo do modo como a pintura e os grafismos de Pitágoras se opõem diretamente aos padrões de beleza e tendências da moda estabelecidos. Sua pintura parece ora tentar restabelecer certa noção de indivíduo, de alguém que se afirma pela independência e que condena as formas organizadas de poder, ora pela acentuação da animalidade e dos instintos mais primitivos presentes em nós. Daí certo aspecto catastrófico, mas isso talvez se deva ao tom imaginativo e fantasioso de seu trabalho, que em alguns momentos se aproxima de elementos sobrenaturais e da ficção científica, sem perder a graça e o bom humor. Partindo da banalidade e da vulgaridade da vida cotidiana, Pitágoras, na contramão da arte que valoriza a racionalidade e a tecnologia, é desses artistas que prefere o silêncio e que se recusa a esboçar qualquer explicação sobre sua produção, afinal o discurso tende a reduzir sua força expressiva. Assim, não sem angústia, nos resta contemplar essas pinturas e desenhos que nos convidam a reviver a experiência de assombramento que jamais deixará de reverberar pelos tempos. “   Cauê Alves  - Crítico de arte, pesquisador e professor da Escola da Cidade  

 

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