Rubens Gerchman - "Beijo lua" - Serigrafia - 70 x 70 - x /100
| Artista | Rubens Gerchman |
| Nome da Obra | "Beijo Lua" |
| Técnica | Serigrafia |
| Medida | 70 x 70cm |
| Tiragem | x /100 |
| Assinatura |
ACID - assinado no canto inferior direito |
Gravura original, numerada e assinada de próprio punho pelo artista
Rubens Gerchman (1942-2008) Rubens Gerchman nasceu em 1942, na cidade do Rio de Janeiro. Estudou desenho no Liceu de Artes e Ofícios, no Rio de Janeiro, em 1957. Entre 1960 e 1961, freqüentou a Escola Nacional de Belas Artes e cursou xilogravura com Adir Botelho. Em 1967, com o prêmio viagem ao estrangeiro do Salão Nacional de Arte Moderna, foi para os Estados Unidos. Entre 1968 e 1972 morou em Nova York e foi membro-fundador do Museu Latino-Americano do Imaginário. De volta ao Brasil, realizou Triunfo Hermético, filme colorido de 35 mm, do qual é roteirista, cenógrafo e diretor. Entre 1975 e 1979, dirigiu a Escola de Artes Visuais do Parque Lage e fundou a Oficina do Cotidiano. Em 1978, com a bolsa da Fundação John Simon Guggenheim, foi para o México, a Guatemala e os Estados Unidos. A convite de Lina Bo Bardi realizou um painel de azulejos para o edifício do Sesc Fábrica Pompéia, em São Paulo, em 1981. Em 1982, passou um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutsche Akademischer Austauschdienst Künstler Program. Em 2000 lançou, em São Paulo, álbum com 32 litografias, primeiro volume da coleção Cahier d´Artiste, da Lithos Edições de Arte. Fonte : Pro Arte Galeria
Comentário Crítico Em suas primeiras telas, Rubens Gerchman pinta cenas urbanas bucólicas. Contaminado pelo universo da cultura de massa, faz quadros retratando as multidões e o mundo impresso nas páginas dos meios de comunicação. Em 1962, sai da Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Dois anos depois, realiza sua primeira exposição individual, na Galeria Vila Rica, no Rio de Janeiro. Mostra guaches e painéis, predominantemente em preto-e-branco. Nos trabalhos, as multidões aparecem de forma pouco detalhada, reafirmando o anonimato dos indivíduos, tendo Jean Dubuffet (1901 - 1985) como referência. Sua temática sai da vida popular da metrópole: pinta concursos de miss, jogo de futebol e narrativas de telenovelas e histórias em quadrinhos. Na coletiva Opinião 66, mostra obras críticas da situação brasileira, como Caixas de Morar, Elevador Social e Ditadura das Coisas. Na época, faz seus primeiros trabalhos tridimensionais, vinculados às discussões da Nova Objetividade Brasileira. Esse debate se materializou em uma exposição em 1967, unindo artistas como Hélio Oiticica (1937 - 1980) e Carlos Vergara (1941). No mesmo ano, é premiado pelo Salão Nacional de Arte Moderna - SNAM. Com o prêmio, muda-se para Nova York. Lá se dedica a poemas visuais tridimensionais e faz peças como Tool , 1970, Air e SOS , 1967. Nos Estados Unidos, ajuda a organizar o boicote à Bienal Internacional de São Paulo, nomeada de "Bienal da Ditadura". A partir de 1972, suas esculturas ganham a forma de múltiplos. O artista obtém grande sucesso comercial com eles. Em 1973, retorna definitivamente ao Brasil e faz sua primeira retrospectiva, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Um ano depois, participa da fundação da revista Malasartes. Na época, faz gravuras em colaboração com Claudio Tozzi (1944) e Hélio Oiticica. Sua obra usa a palavra escrita, e mostra grande afinidade com a arte conceitual. A partir de 1975, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage. No período, dedica-se a telas feitas com base nas narrativas dos quadrinhos e na produção popular de imagens, como em Virgem dos Lábios de Mel (1975). Nos anos 1980, o artista retoma a pintura realista. Faz quadros e relevos. Ocupa-se, sobretudo, de temas como a criminalidade, as multidões e de aspectos pitorescos da vida na cidade, como Banco de Trás, 1985 e Beijo, 1989. Essas pinturas são mais coloridas e gestuais. Aproxima-se das correntes neo-expressionismo da época. Na década de 1990, as figuras de suas telas são trabalhadas em esculturas e litografias.
Atualizado em 29/01/2008 Fonte: Enciclopédia Virtual Itaú Cultural
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